Memoria Descritiva

Em 1452 o escudeiro Diogo Teive, em consequência de um contrato estipulado com o infante D. Henrique, Senhor da Ilha da Madeira, mandou construir um engenho de água para o fabrico de açúcar na margem da Ribeira que se viria a chamar de Santa Luzia- um dos cursos de água que juntamente com as ribeiras de João Gomes e de São João, atravessam o centro do Funchal. Tratou-se do primeiro engenho de açúcar erguido no espaço insular.

 

Nesse tempo, a ribeira denominava-se a Serra de Água em virtude do referido Diogo Teive ali haver levantado uma serração de madeira movida a agua. Alguns anos depois, edificou-se numa elevação sobranceira à margem esquerda daquela ribeira numa pequena ermida dedicada a Santa Luzia, já existente em 1471, que forneceria o seu nome àquele curso de água.

 

Mais tarde, certamente em função da ribeira de Santa Luzia dispor de caudal superior às outras duas ribeiras, foram erguidos vários engenhos de açúcar ao longo das suas margens, movidos por enormes rodas motrizes de madeira, algumas das quais atingiam mais de 6 metros de diâmetro.

 

Ainda no século XV foi traçada a partir desta Ribeira a levada de Santa Luzia, uma das mais antigas da ilha e considerada a mais importante da zona urbana do Funchal, a qual, correndo para nascente, irrigava os canaviais que ali abundavam.

 

Foi ainda na margem esquerda da Ribeira de Santa Luzia que, por meados do século XIX, o inglês William Hinton estabeleceu um grandioso engenho de açúcar, num período em que o ressurgimento daquela industria volta a ter um papel preponderante na economia madeirense, uma vez que os vinhedos insulares haviam sido totalmente dizimados por nefasta moléstia. Em breve trecho, a chamada Fábrica do Torreão tornou--se no maior complexo industrial da Ilha da Madeira, só restando hoje em dia, alem das vetustas paredes, a sua imponente chaminé.

 

Após a aluvião ocorrida em 1803, abriu-se ao longo da margem esquerda da Ribeira de Santa Luzia uma nova via denominada rua da Princesa, - a actual Rua 31 de Janeiro, - a qual foi plantada com frondosos plátanos em 1828. A plantação de arvores numa artéria citadina constituiu, na época, uma inovação, visto que apenas o largo fronteiro à Sé do Funchal dispunha de vegetação. O formoso “passeio”  da margem da ribeira, particularmente apreciado por nacionais e estrangeiros e popularmente conhecido pela Rua das Arvores, assumia-se, sem duvida, como um dos ex-libris da freguesia.

Quase todo o território que constitui a freguesia de Santa Luzia pertencia à freguesia da Sé é uma pequena parcela à Nossa Senhora do Monte. Realmente, em 1676, o Bispo do Funchal, atendendo ao substancial crescimento populacional então em curso, solicitou a D. Pedro, Príncipe Regente e governador da Ordem de Cristo, a faculdade de poder erigir novas freguesias na Madeira, cuja pretensão foi de imediato concedida.

 

Posteriormente, através de uma carta do referido bispo, datada a 2 de Fevereiro de 1680, foi de facto criada a nova freguesia de Santa Luzia mas com sede na capela de Nossa Senhora da Encarnação, em virtude da ermida que lhe fornecera o nome achar-se arruinada. Somente na primeira metade do século XVIII foi edificada a actual igreja Paroquial.

Diga-se finalmente que a Freguesia de Santa Luzia viu-se privada de uma parte considerável do seu antigo Território quando se criou, em 26 de Novembro de 1954, a nova freguesia Imaculado coração de Maria, cujos limites ficaram estabelecidos por diploma legal outorgado em 27 de Fevereiro de 1959.

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